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Você Tem Tudo… Mas Vive Como se Não Tivesse Nada

  • Ailton Cunha
  • 15 de jan.
  • 2 min de leitura

Por Ailton Cunha


Uma reflexão sobre gratidão, murmuração e a forma como escolhemos enxergar a vida


Vivemos em uma geração que aprendeu a reclamar mais rápido do que a agradecer. Uma geração cercada de recursos, possibilidades, conforto e escolhas — e, ainda assim, dominada por um sentimento constante de insatisfação. Pessoas que têm saúde, família, trabalho, amigos, histórias para contar e sonhos possíveis, mas acordam todos os dias focadas apenas no que falta, no que não saiu como queriam, no que o outro tem a mais.

Este texto não é para julgar. É para despertar.

A murmuração raramente nasce grande. Ela começa silenciosa, disfarçada de “sinceridade”, de “realismo”, de “opinião”. Um comentário negativo aqui, outro ali. Com o tempo, vira linguagem. Depois, vira identidade. A pessoa já não percebe, mas passa a enxergar a vida através de uma lente escura. Nada é suficiente. Nada é bom o bastante. Nada merece celebração.


O problema é que reclamar o tempo todo não muda a realidade — apenas endurece o coração. A murmuração rouba a sensibilidade, enfraquece a gratidão e cria uma prisão invisível onde tudo parece pesado, cansativo e injusto. E o mais grave: ela não afeta só quem reclama. Afeta todos ao redor.


Ambientes são contaminados por palavras. Conversas são moldadas por energia. Há pessoas que chegam e aliviam o clima. Outras chegam e sugam. Não porque a vida delas seja mais difícil, mas porque escolheram viver focadas no negativo. Sem perceber, tornam-se especialistas em apontar falhas, problemas e defeitos — inclusive onde há bênçãos.


Existe uma diferença profunda entre enfrentar dificuldades e viver reclamando. Todos têm problemas. Todos passam por lutas. Mas nem todos permitem que isso defina sua postura diante da vida. A pessoa madura reconhece a dor, mas não faz dela um palco. A pessoa grata entende que ainda há muito a agradecer, mesmo em dias difíceis.


A ingratidão é traiçoeira. Ela faz com que a pessoa despreze o que um dia pediu em oração. Faz com que trate como comum aquilo que já foi milagre. Faz com que viva eternamente insatisfeita, porque sempre haverá alguém com mais, algo melhor ou uma situação diferente para comparar.


E aqui vai um alerta sincero: quem vive murmurando acaba afastando pessoas, oportunidades e até a própria paz. Ninguém gosta de permanecer onde tudo é pesado, onde toda conversa termina em reclamação, onde a esperança nunca é pauta. Energia também é escolha. Presença também comunica.


Ser grato não é negar a realidade. É decidir não ser dominado por ela. É escolher enxergar a vida com responsabilidade, maturidade e consciência. É entender que palavras constroem caminhos ou levantam muros. Que atitudes repetidas se transformam em caráter. Que o jeito como você vive impacta muito mais do que você imagina.


Se você tem sido abençoado, seja um canal. Se tem vencido batalhas, seja inspiração. Se já chegou mais longe do que muitos, seja humilde. O mundo não precisa de mais gente reclamando. Precisa de pessoas que edificam, encorajam, acolhem e espalham leveza.

Reavalie o que você carrega e o que você entrega. Porque no fim, não é sobre ter tudo na vida. É sobre reconhecer o valor do que já se tem e escolher, todos os dias, ser alguém que soma, que ilumina e que deixa marcas boas por onde passa.


Pense nisso !!!


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