30 ANOS SEM A BANDA MAMONAS ASSASSINAS
- Dj Guilherme
- há 10 minutos
- 3 min de leitura
A morte dos integrantes da banda Mamonas Assassinas completou 30 anos na segunda-feira, dia 02 de março de 2026. Três décadas depois do acidente que chocou o país, a história do grupo segue viva na memória dos fãs e na cultura pop brasileira.
Misturando pop rock com brega, heavy metal, forró, música mexicana e até vira, de Portugal, os Mamonas Assassinas se tornaram um fenômeno nacional em 1995. O único álbum do grupo vendeu mais de 3 milhões de cópias em poucos meses, impulsionado por letras bem-humoradas, paródias e apresentações explosivas na TV.
Antes da fama, porém, eles passaram anos tentando espaço no cenário musical. A trajetória começou em 1989, com a banda Utopia, que tocava covers de rock. Só depois de perceber que as músicas autorais cômicas faziam mais sucesso é que reformularam o projeto, mudaram o nome e criaram a identidade que marcaria o Brasil.
Saiba um pouco de cada um dos músicos:
Dinho (vocalista, 24 anos)
Alecsander Alves Leite nasceu em Irecê (BA) e cresceu em Guarulhos (SP). Antes de integrar o grupo, não fazia parte da formação inicial da banda Utopia. Ele entrou após um show em que improvisou no palco e conquistou o público com o carisma. Dinho teve experiências em programas de TV e concursos antes da fama e sempre demonstrou talento para performance. Era o principal frontman dos Mamonas, conhecido pela espontaneidade, pelas danças irreverentes e pela forte presença de palco. Também participou ativamente da composição das músicas e ajudou a consolidar a identidade cômica da banda.
Bento Hinoto (guitarrista, 25 anos)
Alberto Hinoto nasceu em Itaquaquecetuba (SP) e foi um dos fundadores da banda ainda na fase Utopia, ao lado de Sérgio Reoli. Antes do sucesso nacional, tocava covers de rock com forte influência de bandas como Rush e Titãs. Bento era considerado o mais técnico do grupo. Ganhou o primeiro violão aos 14 anos e depois uma guitarra trazida do Japão, instrumento que o levou a desenvolver solos marcantes, como em “Débil Metal”. Foi o único integrante a cursar universidade, estudando Física, embora não tenha concluído o curso.
Sérgio Reoli (baterista, 26 anos)
Sérgio Reis de Oliveira nasceu em Guarulhos (SP) e também foi fundador da Utopia. Antes disso, chegou a integrar um projeto chamado Ponte Aérea, que mais tarde daria origem à Utopia. Irmão mais velho de Samuel, era conhecido pelo bom humor e pelas piadas constantes. Tinha grande influência de bandas nacionais e internacionais e imprimia muita energia nas apresentações. O sobrenome artístico “Reoli” surgiu da junção de Reis e Oliveira.
Júlio Rasec (tecladista, 28 anos)
Júlio César Barbosa começou como roadie da Utopia antes de se tornar tecladista fixo, substituindo um integrante anterior. Amigo de Dinho, ajudava nas versões em inglês e nos bastidores, inclusive consertando cabos e equipamentos. Era considerado muito inteligente desde criança e se tornou um dos principais compositores do grupo ao lado de Dinho. O estilo dele ajudou a construir a sonoridade que misturava rock com ritmos variados e paródias criativas.
Samuel Reoli (baixista, 22 anos)
Samuel Reis de Oliveira, irmão mais novo de Sérgio, também passou pela fase da Utopia. No início, não demonstrava tanto interesse por música e preferia desenhar. Trabalhou como office boy e em fábrica antes de entrar de vez na banda. Ele começou a tocar baixo durante os ensaios realizados na própria casa e acabou se tornando integrante fixo. Foi, inclusive, o responsável por sugerir o nome “Mamonas Assassinas do Espaço”, depois encurtado para o nome definitivo da banda.
No dia 02 de março de 1996, após um show em Brasília, o grupo embarcou em um Learjet 25D com destino a Guarulhos. Durante a aproximação para pouso, o piloto arremeteu e a aeronave colidiu com a Serra da Cantareira. Todos os ocupantes morreram na hora. A investigação apontou como principal causa a exaustão do piloto. O enterro reuniu mais de 65 mil fãs e foi acompanhado ao vivo pela televisão, marcando uma das maiores comoções da história recente do Brasil.
Os maiores Hits da banda:
“Pelados em Santos”
“Vira-Vira”
“Robocop Gay”
“1406”
“Chopis Centis”
“Bois Don’t Cry”
As músicas misturavam crítica social, sátira musical e humor escrachado. “Pelados em Santos” se tornou o maior símbolo da banda, com refrões que atravessaram gerações.
Quer ficar por dentro das baladas, me segue lá nas redes sociais galera!
Segue o meu Playlist lá no Spotify:




Comentários