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  • Jefferson Dieckmann

ADMIRÁVEL (OU NÃO) MUNDO NOVO!




Temos observado nos últimos meses o desaparecimento de veículos de comunicação muito antigos e largamente conhecidos. Jornais tradicionais como a Gazeta do Povo de Curitiba, o maior jornal do Paraná fundado em 1919 e, mais recentemente o Diário Popular de Pelotas, com 133 anos de existência e que teve a sua última edição impressa neste dia 12 de junho, desapareceram das bancas, e das mãos dos leitores. Também saíram do ar emissoras de rádio tradicionais como a Rádio Pelotense, que estava para completar um século no ar. Para pessoas saudosistas como eu, essas notícias são muito tristes, afinal são páginas importantes da nossa história desaparecendo, sendo apagadas pelo tempo. Eu tenho a consciência que o mundo atual é prioritariamente digital. Mas, não haveria ainda espaço para o tradicional, o mais antigo?


As redes sociais e a informação rápida, quase instantânea, nos atropelam diariamente. Por um lado isso é bom, pois o mundo se tornou pequeno ante os nossos olhos. Fatos como o de alguns soldados Norte-coreanos terem ultrapassado a linha divisória de fronteira com a Coreia do Sul dia desses, sendo recebidos com tiros de advertência, passariam despercebidos aos olhos do mundo, se não fossem as agências de notícias e as redes digitais sempre on-line.


Confesso que tenho saudades de manusear o velho jornal de papel diariamente, tomando café. As mudanças estão aí, queiramos ou não. A Gazeta do Povo migrou para o formato digital. Surgiram também neste novo contexto, as emissoras de Rádio Web, que têm a vantagem de serem ouvidas no mundo todo, via Internet. Em São Lourenço do Sul temos, por exemplo, o surgimento da Rádio Nereida Web. No contexto da vida atual, ou nos adaptamos ou ficamos para trás. O tempo e a tecnologia não param e a aceitação se faz necessária. O consolo é que ainda não é viável suprimir das nossas memórias as sensações e os bons momentos vividos. Os nossos bons sentimentos ainda são analógicos e torço para que assim permaneçam. Até o fim.






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